Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bluegazine

Sabe o que vem aí

Lisboa Dance Festival: Uma Nova Vida a Oriente

IMG_5096.jpg

Na terceira edição, o Lisboa Dance Festival apostou na mudança geográfica e voltou-se para o oriente de Lisboa. 

A aposta foi descentralizar e chamar o público que se rendeu às edições anteriores a conhecer e explorar literalmente novos espaços no Hub Criativo do Beato. Um recinto com vários edifícios minimalistas preenchidos só com o essencial para animar um fim de semana à volta da música eletrónica de dança. Espaço para dançar, palco para DJ's e músicos, venda de bebidas e de comida e muito espaço ao ar livre para circular à vontade.

É verdade que o mau tempo que se abateu sobre Lisboa nos últimos dias não ajudaram as noites a serem mais agradáveis mas o público compareceu na mesma atraído pelos bons nomes que figuravam no cartaz. 

Foi sem surpresa que NAO, Nosaj Thing, Joe Goddard ou Midland tiveram direito a casa cheia no local onde atuaram. Também os representantes do panorama português souberam corresponder ao carinho da presença numerosa de público, com destaque para as atuações de Xinobi e Mirror People.

Além da música, o Lisboa Dance Festival teve muito mais para oferecer. A organização voltou a apostar nos diálogos e na discussão sobe este universo que os debates proporcionam. Foram várias as conferências com músicos e jornalistas a debaterem temas interessantes para o público que assistiu durante as tardes do festival.

Destaque para a presença de muitos estrangeiros entre o público que circulou durante os dois dias do Lisboa Dance Festival no Beato.

Mais uma edição bem conseguida.

 

 

Em 2019 haverá mais.

Éliane Radigue leva Naldjorlak a Serralves em Abril

serralves.jpg

 Em estreia em Portugal, a Fundação de Serralves apresenta as três partes do ciclo Naldjorlak de Éliane Radigue no dia 21 de abril.

O início dos anos 2000 marcam uma grande viragem na obra da compositora francesa Éliane Radigue. Após um percurso quase exclusivamente dedicado aos sintetizadores eletrónicos, Radigue inicia a produção de um conjunto de trabalhos dedicados à instrumentação acústica. A primeira dessas obras é Naldjorlak I, e o impulso para a sua criação surgiu em resultado de Radigue ter assistido a um recital do violoncelista norte-americano Charles Curtis.

 O título Naldjorlak é uma palavra composta inventada por Radigue mas com referências à língua tibetana, evocando conceitos espirituais budistas de união e de respeito. O ciclo desenvolveu-se entre 2004 e 2009, sempre numa relação com instrumentistas virtuosos, e construído com base na interação e jogo com subtis propriedades e frágeis fenómenos acústicos dos instrumentos. 

O ciclo é interpretado pelo próprio Charles Curtis - um dos mais importantes violoncelistas a nível internacional, colaborador não apenas de Radigue mas também de outros grandes compositores como La Monte Young e Alvin Lucier -, Carol Robinson - compositora e clarinetista cuja vida musical multifacetada a tem conduzido entre as grandes salas de concerto da música erudita, colaborações com grandes compositores e coreógrafos mas também pelos contextos mais experimentais -, e Bruno Martinez- o principal clarinetista-baixo na Ópera de Paris desde 1992, que, tendo tocado sob a direção de compositores e maestros como Pierre Boulez, Witold Lutoslawski, Yehudi Menuhin ou Esa Pekka Salonen, se apresenta também frequentemente como solista e músico de câmara em França e um pouco por todo o mundo.